Carnaval 2018

Um espetáculo, um dos melhores desfile da história. Assim foi a Dragões da Real no desfile da madrugada de 11 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. “Dragões da Real, sô! Uai!” Foi com esse grito de sotaque carregado que a Dragões da Real entrou no Anhembi para levar a música caipira ao carnaval de São Paulo. A escola misturou samba com a música sertaneja “de raiz” com o enredo Minha música, minha raiz. Abram a porteira para essa gente caipira e feliz.

Sérgio Reis participou da comissão de frente, interpretando um fazendeiro em meio a camponeses. Roberta Miranda subiu com faixa de Embaixadora do Enredo em carro que mostrava a música sertaneja moderna se tornando “chique”. O Anhembi virou um latifúndio de policultura: tinha ala de milharal, cafezal, plantações de trigo, feijão… Para compor o cenário, tinham também espantalhos, zangões e pardais. As menções dão quase um “greatest hits” do sertanejo antigo: “Romaria”, “Estrada da vida”, “Ainda ontem chorei de saudade”, “Evidências”, “Fio de cabelo”, “Tocando em frente”, “Galopeira”, “Rancho Fundo”, “É o amor”.

A Dragões levou 2,8 mil integrantes em 21 alas e cinco carros alegóricos. Foi a segunda noite seguida em que a música sertaneja teve destaque entre as escolas de samba no Anhembi. No final do desfile, alas também homenagearam artistas e músicas: Chitãozinho e Xororó, Milionário e José Rico, “Fuscão Preto”, “Boate azul” e “A majestade, o Sabiá”.

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